
Navegando pela internet nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro, me deparei com duas notícias sobre o uso da internet.
A primeira fala sobre o risco de jovens viciados em internet tem de se auto-flagelar. A matéria mostra dados de uma pesquisa realizada na China indicando que os adolescentes viciados em internet têm mais chances de se auto-flagelar – se beliscarem, queimarem, baterem ou puxarem seus próprios cabelos. Segundo a agência de notícias Reuters, o estudo foi realizado com 1.618 adolescentes, com idades entre 13 e 18 anos, da província de Guangdong, na China.
O estudo com voluntários chineses identificou que 10% dos jovens podem ser considerados “moderadamente viciados” em internet, enquanto 1% é “severamente viciado”. A descoberta foi feita por pesquisadores da University of Notre Dame Australia, em parceria com especialistas da Sun Yat-Sen University.
Em contra partida à essa notícia, encontrei uma matéria que mostra os benefícios que o uso de blogs, SMS ou redes sociais trazem às crianças. O uso das ferramentas no dia a dia melhoram suas habilidades com a escrita.
Das 3.001 crianças entre 9 e 16 anos entrevistadas pelos pesquisadores, 24% possuem seu próprio blog, enquanto 82% enviam mensagens de texto por celular pelo menos uma vez por mês. Desse total, 73% falam com amigos por meio de serviços de mensagem instantânea, como MSN e Google Talk.
As crianças que possuem blogs ou estão nas redes sociais foram avaliadas como donas dos melhores textos. “Nossa pesquisa sugere uma forte relação entre a utilização da tecnologia pelas crianças e atividades com leitura e escrita”, disse o diretor da National Literacy Trust, Jonathan Douglas. “A relação com as tecnologias on-line incentiva os jovens a escrever pequenas histórias, cartas, letras de música ou diários”, completou.
Douglas também quebrou paradigmas ao afirmar que os estilos informais de escrita, comuns na web, não atrapalham o progresso da habilidade na redação de textos. Questionado sobre o futuro da literatura em tempos de mídias digitais, o pesquisador foi enfático: “Nosso estudo mostrou que, quanto mais a tecnologia é utilizada, mais habilidades literárias são desenvolvidas”.
As duas notícias mostram faces distintas que o uso da tecnologia pode ter, se de um lado o uso excessivo causa danos, a ausência também pode ser prejudicial. Com todas essas informações, mais uma vez penso que, independentemente de qual, as ferramentas do mundo moderno devem ser usadas de maneira moderada.